Obrigado, Tia Dete

Morro do Mocotó presta homenagem à matriarca, mãe de santo e liderança comunitária Dona Claudete, ancestralizada em 6 de julho

Reportagem de Rodrigo Barbosa

Nas religiões afro-brasileiras, a morte não marca o fim. É uma passagem espiritual, um passo a mais de uma caminhada guiada pelos orixás. Para os que ficam no plano terreno, bate a dor da saudade – mas existe a certeza de que o reencontro chegará. A despedida é, na verdade, um até logo. Durante o processo de luto, celebra-se a vida de quem retornou ao plano espiritual.

A gente fez essa homenagem pra ficar a imagem da Tia Dete como aquela pessoa feliz, alegre, que acolheu todo mundo na casa dela. O legado que ela deixou, a gente continua. Entre projeto, religião, os netos, a Tia é nossa fortaleza“, disse Ana Cristina Bittencourt, liderança comunitária do Morro do Mocotó.

O Mocotó nasceu e cresceu movido pelo batuque dos tambores e pelas bênçãos das mães de santo. Boa parte dos moradores do território têm na Umbanda sua religião. Em 16 de julho, se reuniram no topo do morro para celebrar a vida de uma das maiores referências que aquele território centenário já teve – e que, dez dias antes do encontro, desencarnou de seu corpo.

A maioria da comunidade a chama carinhosamente de tia. Mas Claudete Régis Machado foi também mãe, avó, madrinha e mãe de santo para muita gente. Acolheu, alimentou e abençoou centenas de pessoas empobrecidas, curou crianças e conquistou direitos para sua comunidade. Dedicou os 84 anos de sua passagem pela Terra para fazer do Morro do Mocotó um lugar melhor para as gerações futuras viverem. 

Cada caminhada dessa mulher tá registrada, os feitos dessa mulher são gigantescos. Ela é gigantesca. A gente precisa deixar essa data como uma lembrança, pra gente nunca esquecer dessa referência dentro da nossa comunidade. Tem muitas Detes dentro daqui, a gente precisa parar pra olhar e valorizar. Que viva pra sempre a Tia Dete”. 

A homenagem à Tia Dete foi realizada na sede do Grupo Mittos – projeto de teatro, música e dança afro conduzido por quem bebeu da mesma fonte da matriarca, e hoje leva adiante os saberes tradicionais do povo preto. Entre memórias compartilhadas, sorrisos nos rostos dos mais velhos e dos mais novos, e olhos cheios de lágrimas, o ritmo do jongo e a energia dos orixás acolheram o morro no até logo à mãe de todos eles.

Esse é nosso Axé. É desde a senzala que o jongo toca respondendo o que a gente sente. Antigamente, ninguém podia ir pra igreja católica. E quem respondia era o jongo, era o tambor. E aí a gente sabia quem morreu, quem tava com fome, quem não tava. Nós, povo preto, a gente dança, a gente vibra, a gente pede, a gente chora, mas nós temos Axé”.

Claudete do Mocotó

A Dona Claudete era uma força da natureza. Ela me ensinou toda a resiliência, o caráter. Uma pessoa muito fora da curva. As pessoas diziam que ela não ia fazer, não ia pra frente, aí mesmo é que ela batia o pé e ia”, lembra uma neta de Tia Dete.

Claudete foi filha de criação de Dona Luci Bittencourt, uma das primeiras moradoras do Morro do Mocotó. Cresceu ao lado de dezenas de irmãos e primos no coração da comunidade. Na casa onde passou a juventude, aconteciam casamentos, batizados, aniversários, rodas de samba e benzeduras. 

No lar dos Bittencourt, a partilha era regra. A família é uma das guardiãs da receita do caldo de mocotó que, de tanto alimentar os empobrecidos de Florianópolis, ficou famoso e deu nome ao morro. Claudete aprendeu a receita com o tio, que aprendeu com sua mãe, que aprendeu com sua avó. 

Também em sua juventude, Dete foi uma das várias moradoras responsáveis por abrir caminhos com as próprias mãos para que o mato que ficava no entorno dos primeiros barracos do morro desse lugar a caminhos de terra e novas residências para aqueles que não eram aceitos no Centro da cidade.

Na vida adulta, Tia Dete casou-se com Seu Manoel. Após terem seus cinco filhos, construíram uma casa localizada em um dos pontos mais altos da comunidade – carregando nas costas o material da construção. Do alto do morro, viram acontecer as transformações que deixaram o Mocotó com a cara que tem hoje. Várias dessas mudanças aconteceram por ação da própria Tia.

Tia Dete foi a precursora das políticas públicas dentro da comunidade, ela é um exemplo nesse sentido. Ela liderou o primeiro grupo de mulheres que tocou a Associação de Moradores da comunidade, que ela ajudou a fundar e era conduzido só por mulheres”, disse a liderança comunitária Moisés Nascimento.

Dona Dete discursa em evento comunitário no Morro do Mocotó, em 2022. Foto: Rodrigo Barbosa

Até a década de 1980, quando a ocupação do morro já tinha cerca de 100 anos, não havia água encanada no Mocotó. Circulando com baldes e bacias pelas vielas, moradores do território recorriam às nascentes do Maciço do Morro da Cruz e pequenos poços em terrenos de moradores. No verão, formavam-se filas enormes e, por vezes, os poços secavam.

Quando o Estado ia até lá, mandava sempre um engenheiro diferente e Dona Dete tinha que contar a história do morro toda de novo, do zero. Como resultado, as primeiras intervenções do Poder Público não deram conta de resolver o problema da água. A parte mais alta do morro seguia na seca. Coube a Dete liderar a escavação de um grande poço na Boca do Vento, ponto mais alto do morro, e garantir o acesso à água potável para o resto do território de uma vez por todas.

Todo o contexto histórico e de estrutura que o Mocotó tem hoje é por conta das iniciativas da Tia Dete na construção da Associação e pelas melhorias. Ela foi essa mãe na condição de entender a dor do outro, de entender o coletivo, ela trabalhou muito o coletivo”.

Ela atuou na instalação da rede de esgoto da comunidade, bem como lutou para ampliar o acesso à energia elétrica. A regularização fundiária de centenas de moradias e a construção de escadarias pelo morro também contaram com sua participação. Dete ainda teve papel fundamental na instalação da creche do Morro da Queimada – comunidade vizinha ao Mocotó e onde vivem muitos descendentes de moradores do Moca – e vários outros espaços dedicados à educação da juventude.

Hoje tem muitos doutores, tá todo mundo formado, mas foi a Tia que ajudou. A Tia sempre dizia: ‘Vamo pra frente, vamo pra cima, vamos crescer’. Esse é um legado que eu vou carregar sempre comigo, de fortalecer a comunidade e fortalecer todo mundo”.

Além das várias reuniões comunitárias realizadas em sua casa e de colocar as mãos na massa para construir o próprio morro, Dete viajou pelo Brasil representando a associação de moradores de sua comunidade e era figura frequente na luta por direitos em manifestações de rua, na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa. 

A matriarca ainda se destacou pelo atendimento à saúde dos seus. Moradores do morro contam que Dona Dete foi a primeira agente de saúde da história de Florianópolis, tendo atuado em um pequeno posto que funcionava ao lado de uma antiga creche do Moca.

Ali, conciliou os conhecimentos tradicionais de seu território com o que aprendeu em cursos profissionalizantes e através do contato com médicos e enfermeiros da cidade. Além de benzer as crianças, Tia Dete também aplicava técnicas da medicina convencional e orientava as famílias sobre como diminuir o risco de os pequenos contraírem uma série de doenças que eram comuns no Mocotó naquela época – quando o acesso à água, saneamento básico e energia ainda era muito precário.

Muitas crianças passaram pela mão da Tia, e em muitas crianças a Tia fez cura. O meu filho hoje é vivo por causa da Dona Dete que benzeu ele do mau olhado”.

A porta que nunca foi fechada

Eu quero lembrar dela como uma mãe acolhedora. A porta da Tia Dete sempre esteve aberta, nunca fechou pra ninguém”, lembrou uma moradora presente na homenagem. 

Tia Dete deu à luz a cinco filhos. Entre netos e bisnetos, teve mais de 30. Mas o número de pessoas que a têm como uma figura materna é muito maior. Assim como a mulher que a adotou anos antes, Claudete fez de sua casa um espaço de acolhimento para pessoas empobrecidas. Se alguém estivesse sem rumo pela região do Mocotó, a casa da Tia estava de portas abertas. Um sorriso, um abraço, uma bênção, uma cumbuca de sopa e um cantinho para dormir estavam garantidos.

Certa vez, brincando com as netas, Dona Dete começou a listar todas as pessoas que já haviam dormido debaixo de seu teto. Sem se esforçar, preencheu a frente e o verso de duas folhas inteiras. É impossível saber com certeza o número de pessoas abrigadas por ela, mas foram centenas ao longo de décadas.

Os visitantes ficavam por ali até que conseguissem reerguer suas vidas mais uma vez. Deixavam o local levando Dona Dete para sempre no coração. Muitos deles seguiram vivendo no Mocotó. Deise, que sempre considerou Claudete como avó, foi uma dessas pessoas que compartilhou suas memórias durante a homenagem à matriarca.

Minha mãe fugiu com quatro filhos no braço e a primeira porta que abriu pra ela foi a porta da Claudete Régis Machado. É por isso que eu vou levar comigo o legado da coletividade”.

Prestes a completar 60 anos de idade, Beta é mais uma moradora que passou por ali quando mais nova e fez questão de comparecer ao evento da Tia Dete. Ela teve pouco contato com a mãe na juventude e perdeu o pai três anos após ter seu primeiro filho. Aos 19 anos, se viu sozinha e entrou pela porta da casa da madrinha de sua irmã – onde já havia passado boa parte da infância.

Eu fiquei morando lá com a Tia Dete, fiquei morando lá um bom tempo. Mas não era só eu, eram vários. Ela foi mais minha mãe que a minha mãe mesmo. Eu me lembro de vários abraços, vários carinhos, vários beijos, várias lágrimas que eu chorei no ombro da Tia Dete”.

A criançada do Mocotó nem precisava ir até a porta de Tia Dete para receber sua atenção. Quando entravam de férias e os pais iam trabalhar, Claudete ficava agoniada ao vê-los correndo o dia inteiro pelos becos. Enchia uma sacola e, com sorriso no rosto, reunia as crianças do morro. Seguindo a Tia, os crias do Moca desciam ladeira abaixo animados com o rolê na praia. 

A gente ficava correndo o morro, mas queria era ir pra praia. A Tia Dete descia com uma sacola cheia e a gente ia atrás da Tia Dete. Ela fazia churrasquinho, a gente pegava ostra pra comer. E ela sempre conversando, falando como era, falava das histórias. Ela era uma mestra dos saberes tradicionais, conhecia tudo”.

Camisa usada por família e amigos durante homenagem à matriarca do Moca. Foto: Warley Alvarenga

Dentre os vários projetos educacionais que atuam ou já atuaram no Mocotó por conta da participação da Tia, moradores que estiveram em sua homenagem lembraram com carinho que o pontapé inicial de uma iniciativa que tornou-se referência em Florianópolis aconteceu quando Claudete abriu sua porta para um grupo de mulheres negras periféricas que buscavam conhecimento e uma rede de apoio.

No começo dos anos 2000, Tia Dete cedeu um antigo bar que funcionou em seu terreno para atividades voltadas à geração de emprego e renda para mulheres do Mocotó. Com o tempo, viu-se a necessidade de trabalhar a alfabetização daquelas mulheres – dando início à Educação Quilombola no território, prática pedagógica alinhada aos saberes tradicionais pretos, que funciona há mais de 20 anos na região.

Ela abriu o espaço do antigo bar dela para o processo de alfabetização das mulheres, foi o que impulsionou elas. A gente começou lá e vivemos muito tempo, com todo estímulo que ela e o Seu Manoel nos davam. Quando nós chegávamos lá, ela já tinha feito a sopinha quente, já tinha arrumado o quadro pra nós. A educação quilombola tem muito a relembrar e agradecer à Tia Dete”, lembrou Maria de Lourdes Mina. Lurdinha é militante do movimento negro catarinense e professora da Educação Escolar Quilombola do Morro da Queimada há mais de 20 anos, desde que foi recebida por Tia Dete em seu antigo bar.

As roupas brancas do Moca

Tia Dete cresceu indo aos terreiros que sua mãe e tias frequentavam no Morro do Mocotó, mas sua iniciação oficial na Umbanda se deu após os 30 anos de idade. Benzia moradores em um cantinho de sua casa, mas foi apenas aos 60 anos, já no começo dos anos 2000, que ela tornou-se mãe de santo. Viveu as últimas duas décadas de sua vida sendo Mãe Dete de Oxum.

Hoje, no Mocotó, Axé e Amém convivem em harmonia. As roupas brancas são vistas em varais pela comunidade, bem como vestem os corpos dos vários macumbeiros que transitam por aquele território. Obras de arte espalhadas pela comunidade também representam a relação do morro com a espiritualidade negra. 

O Grupo Mittos, cuja sede recebeu a homenagem à Tia, é um dos principais cartões de visita do território e escancara para o mundo que o Mocotó se desenvolve no ritmo do batuque dos tambores. A fundadora do projeto é Ana Cristina Bittencourt, neta de Dona Luci, matriarca que acolheu Dona Dete na infância. Por conta disso, Aninha sempre considerou Claudete como sua tia. 

Hoje, se a nossa família tem história, é por causa da Tia. Eu estou aqui pra agradecer porque eu estou com o projeto, com tudo, mas ela sempre dizia uma palavra pra mim: Minha filha, em frente, continua”, disse Aninha.

O Centro de Umbanda Tia Maria de Minas, terreiro construído por Mãe Dete em seu terreno, é um dos pelo menos 13 espaços de religiões de matrizes africanas espalhados pelos Morros do Mocotó e da Queimada – em sua enorme maioria, terreiros de Umbanda. Apesar da boa convivência ser a realidade atual na comunidade, a ausência de episódios de intolerância religiosa na região nem sempre foi a regra – e essa mudança também passa diretamente pela trajetória de Tia Dete.

Se hoje a gente tem o respeito dos padres e pode andar de branco na comunidade, temos esse respeito através da Tia”. 

Quando escavava o poço que trouxe acesso à água para sua comunidade, ainda no final da década de 1970, Claudete conheceu Vilson Groh. O então seminarista começou a ajudar na escavação do poço, em um processo que levou vários meses. Não demorou muito até que Dete o convidasse para o terreiro que frequentava, numa noite de Festa de Preto-Velho. Nascia ali uma amizade que foi levada até o fim da vida entre um padre e uma mãe-de-santo.

Pra mim, a Dona Claudete foi uma grande mestra. No sentido de liderança e no sentido espiritual. Porque a gente aprendeu, foi entrando, conhecendo e ela foi nos ensinando todo o processo do seu caminho de fé na linha dos orixás. A gente foi aprendendo todo esse processo ao longo da caminhada da vida e incorporou essa dimensão da espiritualidade, da orixalidade, na relação com a nossa própria vida”, relembra Vilson.

Já padre, Vilson tornou-se professor e fez do terreiro da amiga Claudete sala de aula. Ano após ano, levava estudantes de Teologia ao Mocotó para que compreendessem a luz dos orixás. Tia Dete ainda participou de conferências da igreja católica Brasil afora, sempre com o objetivo de diminuir o preconceito com as religiões de matrizes africanas. Quando partiu para o plano espiritual, Mãe Dete de Oxum era a mãe de santo mais antiga do Morro do Mocotó. 

“A Tia deixou o legado da religião de matriz africana, que a juventude vai tocar. E é díficil. Ela acreditou na juventude, no futuro, e é esse futuro que vai tocar o terreiro dela. Isso é importante, a responsabilidade que ela deixou pra nós mais novos”, afirmou Aninha.

Os últimos anos na Terra

Se parar pra pensar, todo mundo que conheceu ela tem uma historinha pra contar, tem alguma coisa pra acrescentar. Ela era o Sol de todo mundo. Gostava de uma cervejinha, de uma bagunça, de uma cuba. Adorava o Carnaval, não tinha tempo ruim. Quando tava ruim, logo menos já tava tudo bem, tudo ok, e era vida que seguia. Esse é o nosso legado: força, resiliência e muita fé”, lembrou uma neta de Dona Claudete na homenagem à avó.

Tia Dete se foi em matéria devido a uma condição de saúde, mas manteve-se muito ativa até os últimos meses de sua vida. Já idosa, seguia subindo e descendo as ladeiras da comunidade com guias em volta do pescoço e seu marcante sorriso no rosto. Celebridade entre moradores e visitantes do morro, era parada a cada esquina para contar as histórias de suas décadas de andanças pelo Morro do Mocotó.

Sua casa e terreiro seguiam de portas abertas, recebendo frequentemente estudantes, jornalistas, pesquisadores, religiosos, turistas e todo o tipo de gente interessada em aprender com a matriarca – que nunca se negou a compartilhar seus saberes sobre as ervas, religião e a história da comunidade.

Cozinheira de mão cheia, Tia Dete participava de eventos onde preparava suas famosas receitas – em especial, o ensopado de mocotó tão tradicional de seu território. Quando resolvia cozinhar para a comunidade, a matriarca parava o morro. Foi assim na Consciência Negra de 2022, quando uma feijoada preparada pela mãe de santo alimentou a favela inteira. 

Naquela ocasião, numa cozinha com paredes de tijolos no topo do morro, contava com a ajuda das netas para dar conta de todo o trabalho – que era feito com alegria. Mexia quatro panelões com uma enorme colher de pau. A própria Tia era responsável por encher cada um dos alguidares que serviam a feijoada aos moradores.

Até mesmo quem não podia permanecer no evento subiu o morro naquele domingo – voltando para casa com as quentinhas preparadas pelas mãos amorosas da matriarca do Moca para o almoço em família. 

Mesmo liderando a cozinha, Tia Dete arrumava tempo para recepcionar os participantes do evento, limpar mesas e dançar. No fim da festa, como em várias outras ocasiões, pegou o microfone e fez um discurso à sua comunidade. Emocionando todos à sua volta, contou um pouco de sua trajetória no morro e incentivou os mais jovens a continuarem lutando pelo futuro do Morro do Mocotó. Assim será. O próximo plano da comunidade é escrever coletivamente um livro contando a história de sua eterna matriarca.

Agora tamo lutando pra continuar com a força dela, com os ensinamentos e o legado dela. A gente só tem a agradecer a tudo que elas nos passou dentro do terreiro e fora dele, porque essa mulher não tem palavras”.

Filha de Oxum, levaste a doçura das águas, a força de uma mulher guerreira e a beleza de quem espalha o bem sem esperar nada em troca. Teu nome permanecerá vivo na memória de quem recebeu teu carinho, nas orações de quem te ama e na união da nossa família. Hoje, homenageamos com gratidão, celebramos tua história, teu legado, teu amor. Que o brilho de Oxum continue iluminando teu caminho e que teu exemplo inspire nossos passos para sempre. Em memória de Mãe Dete de Oxum” – trecho de homenagem do Grupo Mittos a Claudete Régis Machado.

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